Mundo Notícias

Malta suspende ‘a divinis’ os padres que não deem Comunhão a adúlteros!

Escrito por Amor Mariano

CHURCH MILITANT | Tradução Frei Zaqueu – GOZO, Malta (ChurchMilitant.com)

Os sacerdotes de Malta serão os primeiros clérigos que enfrentam uma suspensão por rejeitar a Sagrada Comunhão aos católicos divorciados “recasados” fora da Igreja.

O bispo Mario Grech, da diocese de Gozo, Malta, está dizendo que despojará todos os sacerdotes de suas faculdades sacerdotais que não sigam suas novas diretrizes, alegando que está seguindo as diretrizes da exortação papal Amoris Laetitia. Segundo os informes, tomou esta severa posição ao regressar esta semana de sua visita a Roma. Segundo a imprensa alemã, D. Grech ameaçou seus sacerdotes com a suspensão a divinis se se negam a cumprir.

As diretrizes D. Grech co-publicadas em 8 de janeiro com o Arc. Charles Scicluna, da arquidiocese de Malta, são:

“Se … uma pessoa separada ou divorciada que vive em uma nova relação pode … reconhecer e crer que ele ou ela está em paz com Deus, não pode ser excluído da participação nos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia”

As orientações de Malta se centram nas consciências dos civilmente casados que se apresentam na Missa para receber a Eucaristia. Não se faz menção da consciência do sacerdote que tenta seguir a lei da Igreja tal como está contida no Código de Direito Canônico.
O Canon 915 ordena que aqueles que “perseveram obstinadamente em pecado grave manifesto não sejam admitidos à Santa Comunhão”. Este juízo se baseia na situação objetiva do casal, chamada foro externo, e é completamente independente de seu sentimento subjetivo de culpa, que é parte do que se chama o foro interno.

Um canonista experimentado, o Dr. Ed Peters, enfatizou recentemente que a Santa Madre Igreja manda os sacerdotes seguirem este cânon e não admitir os casais que vivem publicamente em estado de pecado mortal objetivo à Sagrada Comunhão:

Ao administrar a Sagrada Comunhão a um membro fiel, os sacerdotes católicos estão obrigados, não pelas diretrizes supostamente elaboradas a partir de um único, ambíguo e altamente controvertido documento papal, mas pelo texto claro de outro documento papal, chamado Código de Direito Canônico (especialmente o Cânon 915 do mesmo), e pela interpretação comum e constante de tais normas através dos séculos.

Em uma entrevista em maio passado, o Card. Raymond Burke, patrono dos Cavalheiros de Malta, qualificou de “grave injustiça” que os bispos ordenassem a seus sacerdotes que fizessem esta mesma coisa que em consciência não podiam fazer.

“Se alguém diz ao sacerdote que tem que fazer estas coisas, simplesmente deve rejeitá-lo e enfrentar as consequências”, disse.

_____________________

Fonte: josemartiflorenciano.blogspot.com.br

Visto em: www.sensusfidei.com.br

Sobre o autor

Amor Mariano