• Cura entre as gerações Data da Postagem: 14 jul 2011 | Autor: Mateus | Comentários: 2 Comentários
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    Caros irmãos, visitantes do site AmorMariano, salve Maria Santíssima, nossa Mãe !!!

    O presente artigo, visa esclarecer um assunto ainda desconhecido por muitos e questionado por tantos outros: a cura da nossa árvore genealógica.

    É defendido aqui a teoria que devemos rezar, continuamente, por nossos antepassados, afim de buscar a purificação, de condutas pecaminosas, da parte deles, e que, nos afetam no presente. Segue abaixo, três textos, e suas respectivas fontes, para iluminar essa questão, sendo o último uma oração, que sugiro seja feita com frequência, afim de proporcionar essa linda experiência de libertação, proveniente das mãos do Pai que tanto nos ama e deseja salvar a todos. Menciono aqui, e julgo pertinente, as 15 orações de Santa Brígida, e que podem ser baixadas através do link http://www.amormariano.com.br/?p=651, onde Jesus promete maravilhas a quem as rezar, beneficiando pessoas da família.

    1º TEXTO – Pe James

    fonte: www.recadosaarao.com.br

    Pe. James é da ordem dos Missionários de São Francisco de Sales do Oeste da Província do Sul da Índia, licenciado e doutorado em Filosofia, Teologia e Antropologia, renunciou à sua cátedra por causa do ministério da pregação, tem viajado por mais de 87 países nos cinco continentes, pregando retiros de cura e convenções a todas as classes de pessoas.

    Lendo alguns artigos que são contra a validade e os resultados práticos da cura da árvore genealógica do indivíduo e curas entre gerações, tal como praticada pelos carismáticos, eu, que tenho atuado no ministério de cura nesses últimos 33 anos, gostaria de compartilhar algumas observações e comentários sobre este assunto. O assunto é muito vasto, e eu até temo que um pequeno artigo como este acabe trazendo mais dúvidas e confusões para os leitores! (Se Jesus permitir, o meu livro sobre este assunto em breve será publicado.)

    Em todas essas críticas, encontrei uma forte atitude anti-carismática, especialmente em relação ao dom da cura. Nenhum dos críticos vivenciou alguma experiência concreta a respeito da cura entre gerações, daí eu duvidar da sua credibilidade sobre o assunto. Todas estas críticas são baseadas em preconceitos e ignorância, num espírito de calúnia e difamação contra as pessoas ativamente envolvidas no ministério de cura espiritual. Eu admito que existem sim, aberrações e desvantagens no que diz respeito ao ensino e à prática da cura da árvore de família, mas para declará-la como um disparate completo, anti-bíblica ou contrária aos ensinamentos da Igreja Católica, é uma atitude negativa e até mesmo anti-cristã. Aqueles que dizem que os envolvidos em curas entre gerações são induzidos em erro por influência da Nova Era, estão realmente se contradizendo, porque eles não acreditam na existência do pecado ou espíritos malignos, que é um equívoco generalizado da Nova Era, e assim, de fato, acabam contribuindo involuntariamente para a disseminação na crença da mesma e demais movimentos esotéricos. Hoje há uma forte tendência a negar a existência do diabo, que é uma tática do diabo em si, de modo que os crentes não podem estar dispostos a travar uma batalha contra Satanás – isto está claramente contrário aos ensinamentos das Sagradas Escrituras e da Igreja (I Pd 5, 8-9; Ef 6, 10-17).

    Um crítico, demonstrando uma atitude preconceituosa, injusta e implicitamente venenosa escreve: “Algumas dessas pseudo-curas carismáticas são realmente uma tentativa de desvendar e explicar o inexplicável”. Deixe-o saber, com humildade de coração, que há muitos mistérios de Deus, que estão além da nossa compreensão, mas o Espírito de Deus na Igreja através de seus ensinamentos os torna compreensíveis e disponíveis para o povo de Deus (I Cor 2, 9). Eu não digo que as almas dos mortos estão vagando como fantasmas para captar e motivar as pessoas, mas sabemos que há ocasiões em que o Deus Todo-Poderoso permite que as almas que partiram visitem os homens de oração para implorar as orações de tais homens. Nós devemos saber que quando alguém está em pecado, ele pertence a Satanás (I Jo 3, 8). Quando uma pessoa continua em pecado acrescentando pecados sobre pecados, o diabo tem uma relação estreita e íntima com ela, mantendo-a na escuridão e cegueira da alma, não permitindo que ela se arrependa, mas a obriga a ficar dura de coração (Rm 1, 21; II Coríntios 4, 4; Ef 4, 18-19). Se tal pessoa morre sem o arrependimento, a sua alma definitivamente vai para o julgamento de Deus, mas, Satanás, que estava influenciando-o para o pecado, ainda pode permanecer tentando influenciar outras almas, próximas a ele. (Lc 11, 24-26; I Pedro 5, 8 ). Estes são os espíritos que devem ser expulsos através de orações de libertação. Caso contrário, podem se comportar com pessoas e famílias da mesma forma que eles se comportaram no passado com os pecadores. Eu oro por libertação, no meu ministério de cura, e posso testemunhar os maravilhosos efeitos dessa libertação na vida das pessoas e de suas famílias. Há famílias que são entregues ao poder de Satanás através de “pactos com Satanás e /ou consagração a Satanás”, etc. Eu acredito que um sacerdote ungido tem o poder de desfazer tais pactos para libertar as famílias da escravidão que isso acarreta. Não se deve tomar as táticas de Satanás levianamente, dizendo que são fenômenos psicológicos e que elas são apenas para aqueles que os temem, ou se preocupar com eles! É o resultado de pura ignorância dos professores e acadêmicos, que não têm qualquer experiência pastoral com as pobres almas vítimas, que sofrem sob o poder de Satanás. Jesus fez expulsar Satanás e Ele deu esse poder (carisma) para os apóstolos e discípulos (Mc 1, 21-25; Mt 10, 1; Lc 10, 18-20). Jesus disse aos judeus que se opunham a Ele e tentavam matá-Lo: “Vós fazeis as obras de vosso pai. (…) Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai.” (Jo 8, 41, 44). Os judeus tinham a tradição “de matar os profetas”, de modo que o espírito de assassinato foi transmitido através das gerações, e é isso a que Jesus se referiu neste trecho. Como podem os críticos explicar a influência claramente diabólica de Satanás sobre as crianças inocentes criadas em famílias aparentemente normais, senão a título de posse ou de opressão! Talvez os padres bons e santos, como o Padre Amorth, possam contribuir para esclarecer este assunto a aqueles que estão na ignorância.

    Se o que está escrito no Antigo Testamento é só para os judeus da época, por que nós cristãos ainda deveríamos ler o Antigo Testamento? É triste quando alguém proclama que tudo o que é dito no Antigo Testamento sobre o assunto das famílias é exclusivamente aplicável aos judeus daquela época e não a nós. A grande preocupação e o amor que Deus tem pelas famílias podem ser claramente apreciados tanto no Antigo como no Novo Testamento. Agradeço a Deus porque um crítico, pelo menos, mencionou que os Dez Mandamentos são aplicados durante todo o tempo, até o fim do mundo. É nos ensinamentos dos Dez Mandamentos, de acordo com a pregação e da revelação de Moisés, que encontramos a menção de maldições sobre aqueles que não guardam os mandamentos (Dt 26, 16-19; 27, 14-26; 28, 15-68). É visto ali muito claramente que pragas, doenças, calamidades, catástrofes naturais, falhas, etc, etc cairão sobre aqueles que desobedecem a palavra de Deus e seus mandamentos. O livro de Isaías fala de uma praga que devora a terra, “A terra está contaminada por causa dos seus habitantes que têm transgredido as leis, violaram os estatutos, e quebrado a aliança antiga. Por isso a maldição devora a terra e seus habitantes pagam a sua culpa” (Is 24, 5-6). E o Novo Testamento diz muito claramente: “Maldito todo aquele que não persevera em fazer todas as coisas escritas no livro da lei” (Gl 3, 10), e a seguir, lemos: “Cristo remiu-nos da maldição da lei, fazendo-se por nós maldição” (Gl 3, 13). Como os ministros católicos têm o dever de administrar o perdão e a reconciliação dos fiéis com a autoridade e o poder dado a eles por Jesus Cristo através da Igreja, eles têm igualmente o dever e a obrigação de quebrar as maldições e as más conseqüências que se sucedem à desobediência dos mandamentos.

    A crítica que a crença em maldições ancestrais ou maldições de gerações é a perversão da doutrina católica do pecado original é ridícula. Na verdade, a doutrina católica sobre o pecado original e da eliminação de suas conseqüências por meio do batismo cristão é, por si só é uma confirmação da teoria de que o efeito do mal do pecado pode sim, ser transferido através das gerações e que pode ser removido pelos sacramentos e orações. Se ainda somos afetados pelo pecado dos primeiros pais da primeira família na terra, quanto mais os pecados de nossos antepassados em nossas famílias, a quem temos uma relação muito próxima de sangue, afetam negativamente as nossas vidas! Eu concordo que os sacramentos têm grande poder para quebrar maldições e tirar as consequências negativas de todos os pecados cometidos por nossos antepassados, e que é atribuição do ministério de cura instruir os fiéis a recorrer aos sacramentos, as orações de penitência, e sacrifícios na Igreja para obter cura e libertação. Na verdade, são os ministérios de cura que estão trazendo os cristãos a uma profunda experiência do poder dos Sacramentos da Igreja, especialmente o Sacramento da Reconciliação e da Eucaristia.

    Deus criou a humanidade como família, macho e fêmea os criou e colocou-os juntos como marido e mulher. E Ele os salva como famílias (Gen 1, 27-28, Atos 16, 31). A vida em família tem suas raízes na primeira página da Bíblia e toda família no céu e na terra tem sua origem em Deus, nosso Pai que é amor (cf. Ef 3, 15). Ninguém pode negar o fato de que hoje a maioria dos problemas na sociedade e na Igreja, devem-se ao desunião das famílias de hoje – a família é a célula-base e o fundamento de toda a sociedade. Pessoas boas e más são criadas em famílias boas ou más. A história da humanidade, a história da salvação, passa através da família. A humanidade começou como família, continua como família, e há os documentos sobre a vida familiar no estado do Vaticano que afirmam; “A família é uma Igreja doméstica”. Assim, vemos que a família desempenha um papel importante na constituição da Igreja na sua integridade e inviolabilidade. Hoje você pode ir a qualquer conselheiro ou psicólogo, relatando algum problema mental ou neurológico, e a primeira pergunta que ele fará a você será: “Existe alguém na família com o mesmo problema?” Os médicos todos em geral também fazem a mesma pergunta. Por que tal pergunta? As características, comportamentos e personalidades, tanto boas como também as más, podem ser transferidos através do sangue dos pais para os filhos. Há um ditado muito antigo que diz: “Tal pai, tal filho”, e esse ditado é válido, ainda hoje.
    Eu concordo plenamente que não devemos culpar nossos pais e antepassados de todos os nossos problemas existentes, mas não posso negar o fato de que há muitos problemas que são originários de algum ramo da árvore genealógica, de membros da família afetados anteriormente. Jesus cobrou os judeus pelo sangue dos profetas mortos pelos seus pais: “Por isso, também disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, mas eles darão a morte a uns e perseguirão a outros. E assim se pedirá conta a esta geração do sangue de todos os profetas derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e o templo. Sim, declaro-vos que se pedirá conta disso a esta geração!” (Lc 11, 49-51). Em Mateus está escrito: ” Acabai, pois, de encher a medida de vossos pais!” (Mt 23, 32). Quando os judeus se recusaram a aceitar a mensagem do Evangelho pregado por Estevão, ele acusou-os, assim: “Homens de dura cerviz, e de corações e ouvidos incircuncisos! Vós sempre resistis ao Espírito Santo. Como procederam os vossos pais, assim procedeis vós também!” (Atos 7, 51). Talvez a atitude do ateísmo, a idolatria, a arrogância, a imoralidade, ou qualquer outro traço negativo pode ser transferido de geração em geração através de uma relação de sangue, como de fato, a genética simples.
    O autor inspirado do livro do Apocalipse refere-se ao espírito de Jezabel, que perturbou a igreja de Tiatira, ” Mas tenho contra ti que permites a Jezabel, mulher que se diz profetisa, seduzir meus servos e ensinar-lhes a praticar imundícies e comer carne imolada aos ídolos.” (Ap 2, 20). No livro de Reis, lemos sobre os costumes pagãos de Jezabel, a esposa de Acabe, que foi influenciado por ela a tomar injustamente a vinha de Nabote, um vizinho pobre, depois de matá-lo, para cultivar a adoração de Baal e de apoio aos seus profetas, exterminando os profetas do Senhor. Ela conspirou para matar o profeta Elias, que xingou (I Rs 19, 1-2; 21, 1-14; II Rs 9, 22,30-37). Seu nome é usado de uma forma enigmática no livro do Apocalipse com uma alusão óbvia à Jezebel de I e II Reis, e é provavelmente aplicado a uma profetisa de Tiatira que estava fazendo os mesmos males ao cristianismo, por isso é incoerente dizer que não há qualquer referência no Novo Testamento a qualquer espírito maligno ou qualidades negativas transferidos através das gerações, ou sobre a necessidade de curas entre gerações.

    Não é um conceito mítico importado de seitas fora da Igreja, rezar pela cura das árvores genealógicas. “A maldição do SENHOR habita na casa do ímpio …” (Pv 3, 33). “A casa dos perversos será destruída …” (Provérbios 14, 11). “Sim, aflição e angústia virão sobre todo o ser humano que pratica o mal …” (Rm 2, 9). A leitura do Livro do Eclesiástico no trecho 41, 5-9 dará muita luz sobre este assunto, de como as crianças são afetadas pela iniqüidade dos pais. O livro da Lamentação diz: “Nossos pais que pecaram, não são mais, mas nós carregamos a culpa” (Lam 5, 7). Creio que a Palavra de Deus não pode ser alterada, porque é a verdade. A solução sugerida para a cura efetiva de uma árvore de família é principalmente o perdão e a reconciliação. Quando executo meu ministério, sempre exorto às pessoas que perdoem todos os parentes da família, especialmente os pais e os ancestrais, e se reconciliem com todos eles, com muito amor no coração, para pedir perdão a Deus pelos seus pecados, para fazer orações, penitência e caridade em seus nomes, para receber a Sagrada Comunhão pelas suas almas e para oferecer missas por eles. Porque Jesus nos amou tanto que tomou nossos pecados sobre Si, e de acordo com as Escrituras, Ele se fez pecado por nós (II Coríntios 5, 21). Se realmente amamos uma pessoa, podemos também ter os seus pecados em cima de nós e pedir o perdão e a misericórdia de Deus por eles. O Senhor em Sua compaixão, vendo o nosso amor sincero, perdoará os seus pecados.

    É errado supor que ninguém pode batizar uma criança abortada ou mesmo natimorta. Talvez isso seja baseado na ignorância da palavra de Deus, que afirma que o batismo é necessário para a salvação (Mc 16, 16). O texto de São Paulo em I Coríntios 15, 29 demonstra claramente que o batismo “em nome dos mortos” era uma prática comum na Igreja primitiva. O texto apenas vem confirmar a fé na ressurreição dos mortos. É muito infantil dizer que os católicos não podem fazê-lo simplesmente porque os Mórmons o fazem! A Igreja Católica teve grande influência sobre as boas práticas de outras Igrejas e até mesmo de outras religiões. O poder e a bênção da morte vicária de Jesus, que recebemos nos sacramentos, têm grande efeito sobre aqueles que estão vivos e mortos. Nós católicos, oferecemos a Santa Missa para os mortos, porque acreditamos que o poder da Missa irá salvar as almas do purgatório. Assim também, dando o batismo para os mortos, estamos afirmando e realçando o enorme poder de salvar que possui o sacramento do batismo. É triste que mesmo alguns teólogos católicos não acreditem suficientemente na ressurreição dos mortos, que não aconselhem as pessoas a rezar por eles ou ofereçam missas para eles. Essa tem sido a prática da Igreja desde seus primórdios, rezar por aqueles que já faleceram, porque acreditamos na comunhão dos santos. Através de meus ensinamentos, eu tento fazer com que as pessoas retornem para esta boa e velha tradição de rezar pelas almas do purgatório. Quando as almas, mesmo falecidas há muito tempo, sem ter tido contato com os membros da família atual, são salvas do purgatório pelas boas ações de seus familiares, eles vão interceder por eles e suas próprias famílias no céu. Então eu digo, “Tornem santos os seus antepassados por suas orações e sacrifícios para que no céu elas intercedam por você diante de Deus”.
    Para finalizar, as práticas de cura da árvore genealógica e cura de gerações são assuntos novos na Igreja Católica. Muito estudo e discernimento são necessários sobre estes temas. O Magistério da Igreja, sem prejuízo, deve testar tudo e reter o que é bom (I Tessalonicenses 5, 20). Permitir que a condenação pura e simples vença é uma atitude injusta e anti-cristã. A Igreja deve ver a boa intenção de quem reza pela cura das famílias e os bons resultados que essa prática traz às famílias. Tenho centenas de bons testemunhos, especialmente com aqueles que assistiram os meus retiros para casais. Os ministros deste ministério de unção de cura devem ser suficientemente humildes e abertos para os conselhos e correções do magistério. Porque o ministério de cura não é levado a sério pela Igreja, muitos fiéis católicos estão buscando a cura através de gurus e curandeiros pertencentes a outras religiões e seitas, sendo vítimas de práticas esotéricas e Nova Era, que inculcam-lhes práticas como: “Exposição de família”, respirar “sobre as famílias”, “lavar as árvores de família”, etc, realizadas por energias cósmicas e poderes ocultos. Este é o tempo que a Igreja, mãe de todos os cristãos, sabendo reconhecer os sinais dos tempos, deve ajudar os feridos e as famílias a obterem a cura espiritual e física, através do exercício dos carismas do bom pastor, que vai atrás das ovelhas feridas e dispersas ligar-lhes as feridas e curá-las, pelo poder eficaz dos sacramentos, dos sacramentais, dos carismas e das orações da Igreja. Como o salmista, que orou para se curar e se libertar da culpa e dos efeitos do mal dos pecados dos antepassados, vamos também elevar a nós mesmos e nossas famílias ao Coração de Jesus, de onde a água da vida e Seu Sangue fluem, para curar e para dar nova vida. “Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniqüidade, praticamos o mal.” (Sl 105, 6).

    (Correçao e adaptaçao, Maria Fernanda Rogado)

    2º Texto – Entrevista Reinaldo Bezerra ( membro do conselho nacional da RCC ) ao Boletim Eletrônico “MARANATHÁ NEWS”

    Fonte: http://www.rccsp.org.br

    1. MARANATHÁ NEWS (M.N.): O senhor apóia a prática da chamada “oração por cura entre gerações”?

    REINALDO REIS (R.R.): Sim, desde que tal prática se alinhe com as orientações que a Igreja – especialmente da parte dos que estão envolvidos com essa reflexão teológica e com esse ministério – nos tem indicado.

    2. M.N: O que, por exemplo, não estaria de acordo com essas orientações?

    R.R: Algumas pessoas, se insuficientemente orientadas, podem acabar acreditando que não tem nenhuma responsabilidade pelos seus pecados; que a “culpa” pelos seus pecados é de seus antepassados. É claro que não é isso que se ensina no Ministério de Orações por Cura e Libertação da Renovação Carismática, no Brasil e no mundo, em relação a essa Oração (Os livros e apostilas estão aí, para atestar isso).

    3. M.N: Isso não poderá também levar as pessoas a pensar que seus sofrimentos , os seus problemas , são sempre conseqüências diretas da culpa de seus antepassados?

    R.R: Poderia, e pode! Por isso – por exemplo – o livrete “Oração de poder pelo fogo”, da Editora ComDeus (S. José dos Campos , SP,2000. Reis, Reinalda Delgado, “Secretaria Rafael”), quando trata do assunto, deixa claro à página 16 que …”Isso não é essencial à nossa salvação, nós não pagamos pelos pecados de nossos pais. Mas, pela nossa entrega e amor ao Senhor e a fidelidade a Jesus, desejando servi-Lo no poder do Espírito (…) precisamos conseguir fazer com que as trevas passem a ser cada dia menos em nossa vida”.

    João Paulo II, no Documento Salvifici Doloris, de 1984, no nº 11, ensina: “O Livro de Jó não abala as bases da ordem moral transcendente, fundada sobre a justiça, como são propostas em toda a Revelação, na Antiga e na Nova Aliança. Contudo este Livro demonstra ao mesmo tempo, com toda a firmeza, que os princípios desta ordem não podem ser aplicados de maneira exclusiva e superficial. Se é verdade que o sofrimento tem um sentido como castigo, quando ligado à culpa, já não é verdade que todo o sofrimento seja conseqüência da culpa e tenha caráter de castigo. A figura do justo Job é disso prova convincente no Antigo Testamento. A revelação, palavra do próprio Deus, põe o problema do sofrimento do homem inocente com toda a clareza: o sofrimento sem culpa. (…) O Livro de Jó não é a última palavra da Revelação sobre este tema” (grifos nossos).

    Também em outro Documento (Incarnationis Mysterium, de 1998), João Paulo II, ao refletir sobre o necessário – ainda que difícil – ato de purificação da memória requerido da parte da Igreja em função das faltas cometidas por quantos detiveram e detêm o nome de cristãos, ensina: “A história da Igreja é uma história de santidade(…) No entanto, é forçoso reconhecer que a história registra também numerosos episódios que constituem um contra-testemunho para o cristianismo. Por causa daquele vínculo que nos une uns aos outros dentro do Corpo místico, todos nós, embora não tendo responsabilidade pessoal por isso e sem nos substituirmos ao juízo de Deus – o único que conhece os corações –, carregamos o peso dos erros e culpas de quem nos precedeu. Mas, também nós, filhos da Igreja, pecamos, tendo impedido à Esposa de Cristo de resplandecer em toda a beleza de seu rosto. O nosso pecado estorvou a ação do Espírito no coração de muitas pessoas. A nossa pouca fé fez cair na indiferença e afastou muitos de um autêntico encontro com Cristo”.

    4. M.N: Esse livrete a que você se refere, e o livro “Orações Selecionadas por Cura, Libertação e Intercessão”” – que traz diversas orações nessa linha, tem a aprovação da Igreja?
    R.R: Sim, e isso é importante de se ressaltar. Tanto o livrete “Oração de poder pelo fogo” como o livro “Orações Selecionadas por Cura, Libertação e Intercessão” foram publicados com a devida APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA; com o “Nihil Obstat” do Censor do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Sorocaba, Pe. João Carlos Orsi, e com o Imprimatur do Arcebispo Matropolitano da Arquidiocese de Sorocaba, Dom José Lambert.

    5. M.N: Alguns formadores da RCC, como o sr. Tácito Coutinho (“Tatá”), tem se posicionado contra essa prática de Oração por Cura entre gerações. (Temos inclusive o CD de uma palestra onde ele se posiciona contra as Apostilas do Ministério e outros materiais). Isso não pode gerar uma situação conflitiva nessa área de formação?

    R.R: Não sei como é que as coisas relativas a esse assunto tem chegado até ele, e nem fundamentado em que ele está assim se posicionando. Mas é uma pessoa a quem muito admiro – especialmente pela sua cultura teológico-pastoral –, e creio que suas reflexões a respeito vão ajudar a RCC a, cada vez mais, buscar o caminho adequado para orientar o povo que o Senhor lhe confiar. Discordar não é proibido. Importante é nos mantermos todos abertos ao que o Senhor for confirmando, ou não. É assim que se “faz teologia”. É assim que se purificam as conceituações. “A leitura dos sinais dos tempos à luz do Evangelho (ver Gaudium et Spes, 1) incluirá necessariamente um processo contínuo de reflexão teológica sobre a cura e seu lugar na vida cristã” (Comissão Doutrinal do ICCRS, o Escritório Internacional da RCC, no livro “Diretrizes para a Oração de Cura”, p. 16).
    6. M.N: Ele tem citado os ensinamentos de um pastor protestante como fundamento de suas justificativas contrárias a essa prática…

    R.R: Por certo ele deve ter, além desse, também outros fundamentos, outros “estudos de caso”. Não creio que ele estaria se baseando só nos argumentos de um pastor protestante (que não conheço e nem sei quais são os argumentos). Se assim fosse, poderíamos conjecturar: a. Esse pastor por certo não acredita na presença real de Jesus na Eucaristia. Devemos também nós nos alinharmos ao pastor nessa posição?; b. Esse pastor não deve também aceitar a posição da fé católica que afirma que Maria é mãe de Deus. E daí? Deve o Tatá mudar o nome de sua Comunidade (“Theotokos”)?

    Ademais, tanto o livrete “Oração de Poder pelo fogo” como as “Apostilas de Formação” (3) do Ministério de Oração para pedir a Cura e a Libertação – em cujo nº 3 se encontram as explicações sobre essa prática – foram publicadas quando ele (o Tatá) era o Coordenador da Comissão Nacional e da Comissão de Formação da RCC. É até possível que ele tenha se convencido de aplicar nova abordagem em relação ao assunto, mas todo esse material foi por ele aprovado. (Aliás, essas Apostilas estão sendo reeditadas pela Editora RCC BRASIL, no momento).
    7. M.N: A RCC está se dedicando ao estudo dessa questão, atualmente?
    R.R: No Brasil, não. Mas a nível mundial, a Igreja está refletindo sobre isso. No ano 2001, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou líderes desse ministério na RCC de todo o mundo para um Colóquio Internacional sobre Orações de Cura, que teve lugar em Roma, reunindo representantes do Vaticano, teólogos e pessoas experientes nesse ministério. Do Brasil foram convidados o Pe. Antonello Cadeddu, nosso diretor espiritual; Reinalda Delgado dos Reis, que na ocasião era a coordenadora nacional do Ministério, e o Moisés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom.

    Do Colóquio, participaram, entre outros, como palestrantes ou ponentes: Cardeal James Francis Stafford (então, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos); Dom Tarcísio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé; Allan Panozza, Presidente do ICCRS; José Prado Flores, Pe. Rufus Pereira, Pe. Daniel Ange, Frei Albert Vanhoye, sj, Frei Raniero Cantalamessa, Ir. Briege Mckenna, Dr. Philippe Madre, Mr. Jean Pliya, membro do ICCRS representando a África francófona; o bispo Sam Jacobs, o bispo Francesco Pio Tamburrina (Secretário responsável no Vaticano pela Disciplina dos Sacramentos); Mr. Charles Whitehead (ex-presidente do ICCRS); o bispo Anglicano Grahan Dow; Patty Mansfield (pioneira da RCC, de Duquesne), o professor Francis Mc Nutt (pioneiro do ministério na RCC) e Dom Albert de Monleon…

    Frei Raniero Cantalamessa (assim como Jean Pliya) falou, ao abordar o tema da cura interior e suas conseqüências, sobre a herança genética negativa com necessidade de cura da árvore genealógica (ressaltando sempre a novidade de tal abordagem que por isso mesmo exige um progressivo trabalho de fundamentação teológica e de confirmação pastoral profunda).

    O Cardeal Stafford agradeceu profundamente à RCC pela partilha durante o Colóquio, e testemunhou que “aprendeu muito sobre o que a Renovação Carismática tem como visão, não somente com relação à Cura e Libertação, mas também com relação ao seu papel na Igreja, especialmente de evangelização”.

    Disse também: “Neste século XXI, sobretudo nestes primeiros momentos, temos que reconhecer que a Oração por Cura é um novo fenômeno na nova Igreja contemporânea, e levaremos ainda muito tempo para que vocês, como Movimento, nos ajudem, a nós, Igreja Hierárquica Institucional, a compreendermos melhor o que vem acontecendo”.

    A partir dos frutos desse Colóquio, a Comissão Doutrinal do ICCRS (o Escritório Internacional da RCC, em Roma), elaborou um livro com uma série de diretrizes para Orações de Cura – diretrizes essas (conforme consta à página 9 do mesmo) que foram aprovados pela Congregação da Doutrina da Fé.

    No capítulo III do Livro – Aspectos e Diretrizes Pastorais, o item I trata de “Tipos de Cura”. (vou elencar os tipos de cura constantes do livro, colocando apenas o nome, mas copiando o texto todo quando se tratar do assunto aqui discutido):
    · Cura física
    · Cura psicológica
    · Cura espiritual
    · Exorcismo e Libertação

    · Cura de memórias: conforme mencionado acima, este conceito foi salientado Por João Paulo II em seu ensinamento referente ao Ano do Grande Jubileu. “Esta purificação objetiva libertar a consciência pessoal e comunitária de todas as formas de ressentimento e violência que são um legado de falhas passadas”. (Incarnationis Mysterium, 1998). A importância deste conceito é que estende o ministério de cura para além das feridas individuais, ou seja, também para as feridas sofridas por todos os povos e sociedades pelos males do passado.

    · Cura entre gerações: esta forma de cura envolve a cura das feridas e distúrbios herdados de nossos antepassados, algumas vezes chamada de cura da árvore genealógica. (Esta forma de oração de cura é mencionada por Jean Pliya em Prayer for Healing, p. 262.)

    · Cura da Terra.

    Este livro foi lançado em Roma a 25 de janeiro de 2007; à página 6, diz o livro:

    “O esboço original destas diretrizes foi escrito pela Dra. Mary Healy e pelo Monsenhor Peter Hocken e então enviado para vinte e dois anciãos reconhecidos da Renovação Carismática Católica com experiência neste ministério. Comentários construtivos foram recebidos do Pe. Francis Martin; Pe. Richard McAlear; O.M.I.; Pe. Robert Faricy, S.J.; Pe. Benedict Heron, O.S.B.; Dr. Francis MacNutt; Dr. Bob Schuchts; Pe. Francis Sullivan, S.J.; e Linda Schuber. Em nome do ICCRS, agradeço sinceramente aqueles que folhearam estas diretrizes e que nos deram seus comentários e sugestões”.

    Consta ainda, nessa mesma página, que essas diretrizes devem então ser distribuídas aos coordenadores de grupos de oração de todo o mundo como ajuda na formação e exercício desse ministério.

    No Prefácio do livro , Michelle Moran – atual presidente do ICCRS –, comenta: Estas diretrizes foram escritas, não apenas a partir de uma perspectiva teológica, mas também por pessoas ativamente engajadas no ministério de cura. Elas, portanto, contém tanto aspectos teológicos como pastorais. “(…) É minha esperança que este livreto possa ser um recurso útil aos líderes da Renovação Carismática e a todos aqueles, que na Igreja, estão envolvidos no ministério de cura.

    Nota: Esse livro (“Diretrizes para Orações de Cura” – Pela Comissão Doutrinal do ICCRS) acaba de ser lançado em português pela Editora RCC BRASIL, a Editora do Conselho Nacional da RCC, (www.rccshop.com.br, e comercial@rccbrasil.org.br; fone: (51) 3286-5123).

    8. M.N: Esse “Colóquio sobre Carismas”, a acontecer em Roma, no mês de Abril vindouro, tratará desse assunto?

    R.R: Participei, quando ainda era membro do ICCRS, da reunião que discerniu o conteúdo desse Colóquio. Estava presente o (hoje!) Cardeal Rilko, Presidente do Pontifício Conselho pra os Leigos, que disse: “Eu, pessoalmente, gostaria que se colocasse na pauta de discussões 2 temas: Repouso no Espírito, e Cura entre gerações, para que, quem sabe, pudéssemos avançar nesses terrenos…”

    Vendo o Programa final que me enviaram (fui convidado a participar do Colóquio, embora não seja mais membro do Conselho Internacional), notei que está prevista uma intervenção do sr. Jean Pliya (da África de fala francesa), uma das maiores autoridades nesse ministério no momento. O título de sua colocação será: “Healing and the care of Souls” (“A cura e o cuidado das almas” – numa livre tradução). Creio que ele abordará a questão das “gerações”, como o fez no Colóquio de 2001.

    9. M.N: E o “repouso no Espírito”? Tem fundamentação?
    R.R: Também é “matéria nova” no contexto teológico-pastoral. Muitos também não a aceitam. A fundamentação ainda é incipiente, e o risco de se confundir tal fenômeno com outras experiências não necessariamente cristãs são grandes. Mas me parece que quando usado com critério e espírito de fé e muito amor pelos irmãos, os resultados são muito edificantes, positivos. Vejo isso no trabalho de Pe. Antonello (que escreveu um livro sobre o assunto, com apresentação de Dom Alberto Taveira), e no trabalho de Pe. Isacc Isaías Valle – que está escrevendo seu 26º livro sobre aspectos da fé carismática, e que no momento é o diretor espiritual da RCC na Arquidiocese de Sorocaba.

    Escrevi alguma coisa sobre esse tema a pedido de Dom Alberto, que apresentou – com seus comentários – à Comissão Episcopal de Doutrina, na CNBB, e a coisa transitou por lá sem grandes conflitos.

    As pessoas gostam que se apresente “fundamentação bíblica” para os procedimentos. Mas – por exemplo –, oração em línguas e batismo no Espírito, gozam da possibilidade de uma boa fundamentação bíblica. No entanto, nem por isso são sobejamente aceitos por todos, na Igreja. Há que se considerar, também, que o Espírito Santo é “novidadeiro”, como dava a entender João Paulo II na Exortação Apostólica Christifidelis Laici, n. 24.
    10. M.N: Há alguma literatura que você poderia indicar, sobre a questão da “Cura entre gerações”, para que o povo possa refletir adequadamente, e diminuir suas dúvidas sobre o assunto?
    R.R: Como dizia o Cardeal Stafford, isso tudo ainda é muito novo no contexto histórico desses últimos tempos da Igreja. O livro sobre as “Diretrizes”, na página 26 diz: “Considerando que o ministério de cura na Renovação Carismática Católica é uma redescoberta de tesouros antigos, sem qualquer paralelo preciso na história moderna da Igreja, novas indagações tem surgido, tanto para aqueles que exercem esse ministério como para as autoridades responsáveis pelo discernimento e ordem da vida da Igreja. Assim sendo, não é razoável esperar um discernimento instantâneo e uma solução imediata para todas as dificuldades e problemas.”

    Mas, eu recomendaria:

    1. A Apostila nº 3 do Ministério de Cura e Libertação da RCC, intitulada “A batalha é do Senhor”, de Reinalda Delgado dos Reis. (especialmente o tema 6).
    2. “Como rezar pela cura entre gerações”, do Pe. Alberto Gambarini, Editora Ágape (onde ele esclarece que “a Oração por Cura entre Gerações não é espiritismo, nem necromancia, nem muito menos terapia das vidas passadas, mas ela se apóia na comprovação da própria Ciência sobre a transmissão da carga hereditária” – comprovação esta aliás, também defendida pela teóloga Profª Dra. Eva Aparecida R. de Moraes, da Puc, do Rio de Janeiro, que a convite do Tatá pregou em nosso último Simpósio Teológico-Pastoral da RCC, em São Paulo).
    3. “Cura da dor mais profunda”, do Pe. Matthew Linn, Editora Verus, que explica no livro que “a razão pela qual as ações condenáveis de nossos antepassados podem continuar a nos afetar até a sétima geração não é porque Deus pune descendentes inocentes; mais precisamente, é porque tendemos a repetir qualquer coisa que não perdoamos. Se nossos pais foram excessivamente possessivos ou negligentes, eles e seus antepassados que os educaram precisam ser compreendidos, perdoados e justificados; caso contrário, nossa reação a seus erros precisará do perdão de nossos filhos – ou mesmo de sete gerações de filhos”.

    4. “Cura entre gerações”, do Pe. Robert De Grandis, Edições Louva-a-Deus, onde ele nos esclarece que, …”falamos da cura dos vivos através de orações pelos mortos. Referimo-nos a cura de fraquezas herdadas, heranças negativas psicológicas, físicas e espirituais, que passaram geneticamente à linha de família. Estamos falando da cura de certos problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais que não têm tratamento. Falamos de “tudo o que há em nós para bendizer” (Sl 103,1), mediante o perdão, na esperança de assim mudarmos o padrão das futuras gerações”.
    5. O livro da Comissão Doutrinal do ICCRS, já comentado (“Diretrizes para Orações de Cura”), da Editora RCC-BRASIL. (Lançamento); (www.rccshop.com.br, e comercial@rccbrasil.org.br; fone: (51) 3286-5123)

    6. O livro “Prayer for Healing: Internacional Colloquium” – Roma, ICCRS, 2003 – Por ora, só disponível em inglês (contém as Atas do Colóquio Internacional de 2001, sobre o assunto).

    7. E o que creio eu ser o mais completo sobre o assunto (mas, infelizmente, também só disponível em inglês): “Healing Your Family Tree”, do Reverendo Claretiano John H. Hampsch, da Queenship Publishing Company, 323 páginas, P.O. Box 220, Goleta, CA 93116; 1986. Entre muitos outros interessantes temas, o Rev. Hampsch (reitor de seminário, professor universitário, editor, listado na famosa Who’s Who in Religion in América) discorre sobre questões como: “Estou seguro de que doenças nem sempre são uma punição por pecado, pessoal ou ancestral. Que outras razões poderiam existir para as doenças?”; “De modo preciso, como pode o pecado ser transmitido entre gerações?”
    11. M.N: Nosso Boletim muito agradece sua atenção e sua paciência, e convida-o a estar conosco em outras oportunidades. Pedimos que, em suas despedidas, nos deixe também sua mensagem.
    R.R: Sabemos todos muito bem que o traço distintivo de todo e qualquer carisma é a sua capacidade de edificação do Corpo Místico, na caridade. O melhor termômetro para nós todos, pois, nesses assuntos ainda em vias de serena definição, de adequada conceituação, é a constatação da presença de reconhecidos, abundantes e permanentes frutos na vida dos envolvidos.

    Acredito que não poucos poderão testemunhar a respeito da libertação, da mudança real de suas vidas a partir da experiência dessa oração de cura.

    Em matéria de fé, as teorias não precisam ser julgadas em termos de verdadeiras ou falsas, mas demonstrarem se são férteis ou estéreis. Se esta proposta, este entendimento sobre a eficácia de oração por cura entre gerações for da vontade de Deus, ninguém conseguirá deter seu curso. Caso contrário, ninguém conseguirá leva-la adiante…

    3º TEXTO – ORAÇÃO PELA CURA ENTRE AS GERAÇÕES

    Trecho livro ” Como rezar pela cura entre as gerações ” – Pe. Alberto Gambarini

    “Em nome de Jesus, eu oro pelas águas do batismo para fluírem por entre todas as gerações até as raízes da minha árvore genealógica. Que o sangue de Jesus, curador e purificador, possa fluir através de todas as gerações, tocando, curando e purificando. Eu coloco a cruz de Jesus diante de todas as gerações que antecederam a mim e à minha família, e quebro a transferência das forças supressoras da vida que operam em mim ou através de mim”.

    rezar o Credo, 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria, 1 Glória e o Salmo 90.

    • Jaime

      Graça e Paz.

      Sou formador de uma comunidade – seria que vive sobre a doutrina da igreja, não se encontra nem uma virgula nos documentos da igreja a respeito de quebra de maldição, cura de geração e cura da arvore, não penso que seja maldade da parte das pessoas, mais sim um desvio de doutrina, ao ver padres pregando, padres rezando, e esquecem que o espírito só concede a infabilidade ao papa.
      tem que partir a correção dos bispos (magistério da igreja), ou escrver algo sobre os mesmo. sou a 4ª geração de uma família que chegou ao brasil vindo da europa (ciganos), com isto sou amaldiçoado? como fica jesus na cruz foi em vão? ou o profeta joel, é seus pais que comem as uvas e o seus filhos que ficam com o dente sujo.
      não acredito, pois creio naquilo que a igreja nos ensina, não existe.

    • http://www.amormariano.com.br Mateus

      A paz Jaime !
      Salve Maria!

      Você diz ser formador de uma comunidade. Não deve ser carismática, pois se fosse você deveria saber que cura entre árvore genealógica é uma diretriz da RCC Mundial e não é invenção da cabeça de ninguém, mas uma moção do Espírito Santo. Você deveria saber também que o Espírito Santo caminha à frente da Igreja, e que a Igreja acompanha as moções do Espírito. Temos muitos bispos carismáticos que pregam essa verdade, sobre árvore genealógica. Quer exemplos? Dom Azcona bispo de Marajó, Dom Cipriano Chagas fundador da comunidade Emanuel, Dom Alberto Taveira entre muitos outros. A Igreja – Vaticano – não emitiu nenhum parecer nem favorável nem contra a oração pela árvore genealógica. Está em estudo. Mas pelos milhões de testemunhos espalhados pelo mundo a fora, é questão de tempo para a Congregação para Doutrina da Fé aprovar o tema. Acho que você não leu a matéria completa desse artigo, talvez tenha visto o título da matéria e veio emitir críticas infundadas. Leia o texto completo e você vai ver, por exemplo, na entrevista do Reinaldo Bezerra – um dos precursores da RCC no Brasil e integrante de conselho nacional – referências que ele faz de pronunciamentos do Papa João Paulo II – infalibilidade -, como abaixo:

      Também em outro Documento (Incarnationis Mysterium, de 1998), João Paulo II, ao refletir sobre o necessário – ainda que difícil – ato de purificação da memória requerido da parte da Igreja em função das faltas cometidas por quantos detiveram e detêm o nome de cristãos, ensina: “A história da Igreja é uma história de santidade(…) No entanto, é forçoso reconhecer que a história registra também numerosos episódios que constituem um contra-testemunho para o cristianismo. Por causa daquele vínculo que nos une uns aos outros dentro do Corpo místico, todos nós, embora não tendo responsabilidade pessoal por isso e sem nos substituirmos ao juízo de Deus – o único que conhece os corações –, carregamos o peso dos erros e culpas de quem nos precedeu. Mas, também nós, filhos da Igreja, pecamos, tendo impedido à Esposa de Cristo de resplandecer em toda a beleza de seu rosto. O nosso pecado estorvou a ação do Espírito no coração de muitas pessoas. A nossa pouca fé fez cair na indiferença e afastou muitos de um autêntico encontro com Cristo”.

      Se você tivesse lido a matéria completa você teria visto também que Tanto o livrete “Oração de poder pelo fogo” como o livro “Orações Selecionadas por Cura, Libertação e Intercessão” – todos com orações de cura pela árvore genealógica – foram publicados com a devida APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA; com o “Nihil Obstat” do Censor do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Sorocaba, Pe. João Carlos Orsi, e com o Imprimatur do Arcebispo Matropolitano da Arquidiocese de Sorocaba, Dom José Lambert.

      Por fim, caro Jaime, não se esqueça de que no livro do Êxodo capitulo 20, versículo 5 está escrito: “Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam”
      ou você acha que deveríamos rasgar a página da bíblia que contém essas palavras ???

      O formador tem que estar ligado em Deus, para que Deus mostre o que as pessoas precisam conhecer e não sair ensinando somente aquilo que está em nossas cabeças.

      Em relação àquilo que você disse em relação aos seus antepassados, afirmo sem medo de errar, reze e reze muito pelos seus antepassados. Todos nós devemos rezar. Pois assim como herdamos características físicas de nossos antepassados, herdamos qualidades e defeitos, virtudes e pecados, vícios,etc. Infelizmente nenhum homem com exceção de Jesus veio de um ventre imaculado. Por tanto DEVEMOS REZAR PELOS NOSSOS ANTEPASSADOS. Isso é mais uma manifestação da misericórdia de Deus. Talvez tenha concedido misericórdia aos seus antepassados confiante em suas orações !

      Que Maria Nossa Mãe interceda junto a Jesus por nós, e que Ela esmague a cabeça de satanás que nos quer escravos do pecado, e que o Espírito Santo afaste toda dúvida de nossas mentes, amém !