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Tesouro de Exemplos: Escola de Santidade e Sabedoria. (II)

Escrito por Frederico -

UMA IRONIA DE PIO IX

No tempo de Pio IX, vivia em Roma uma estrangeira, que possuía um belo nome, uma aparência graciosíssima e uma grande fortuna.
Os seus costumes porém, deixavam não pouco a desejar quanto ao comportamento e a seriedade. Uma vez, em pleno carnaval, a senhora lembrou-se de pedir uma audiência ao Papa. Pio IX acedeu de boa vontade e, introduzida a visitante, depois de conversar com ela amavelmente, perguntou-lhe:
— A senhora pretende demorar-se ainda muito em Roma?
— Somente até quarta-feira de cinzas — respondeu ela — para ter a honra de receber a cinza das mãos de Vossa Santidade.
— Como? — exclamou o Papa. — Quereis tomar a cinza em Roma? Siga um conselho meu, sra. Vá de preferência a Nápoles. O Vesúvio está em erupção. Lá encontrará cinzas em quantidade suficiente. Nós aqui não temos bastante para a senhora.

 

VIDA SIMPLES E MODESTA

O bom Ganganelli, uma vez eleito Papa, não modificou nada em sua vida simples e modesta.

Papa Clemente XIV

Quis continuar sempre frade mesmo no meio de sua esplêndida corte. As suas refeições eram frugalíssimas, e preparadas por Frei Francisco, um converso, que, por sua humildade e ingenuidade, o Papa estimava muito. Os cortesãos observavam-lhe que a dignidade papal andava diminuída com aquele regime de vida, mas o Pontífice respondia invariavelmente:
— Que quereis que eu faça? São Pedro e São Francisco não me ensinaram a banquetear-me esplendidamente.

 

BEM RESPONDIDO

Um individuo, tido e conhecido por muito comilão, certo dia, chamava a atenção do Papa Bento XIV, dizendo:
— Não é estranho que eu tenha a barba branca, tendo os cabelos totalmente pretos? Como se explica isso?
— Eu lho explico. agora mesmo — disse o Papa. — O senhor tem trabalhado mais com as maxilas do que com o cérebro.

 

A CARIDADE DO SANTO BISPO

Uma vez!, a irmã do futuro Papa Pio X preparara a carne para o almoço. Por qualquer motivo teve de afastar-se um pouco da cozinha, e eis que, quando voltou, muito surpreendida, não encontrou mais a panela. Correu a queixar-se ao irmão que tinham roubado a carne. Um pouco embaraçado, o cari- doso bispo respondeu:
— De certo foi o gato.
— O gato? Impossível: o gato não carrega a panela.
O bispo apaziguou a irmã, dizendo:
— Ah! de certo é porque você não para muito na cozinha. Olhe: quer saber quem foi? Fui eu.
— Você? E por quê?
__ Porque um pobre veio dizer-me que a mulher dele está de cama doente e precisava dar-lhe caldo de carne. Que fazer? Dei-lhe o que encontrei.
Era um ato de caridade: a irmã teve de resignar-se.
Fonte: www.saopiov.org

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Frederico -