Aborto

Grávida após estupros seguidos, ela rejeitou o aborto ao ouvir a batida do coração de seu bebê

Escrito por Amor Mariano

O que segue abaixo é o relato de Sara Gerardo, que há 12 anos viu-se grávida do homem que a abusou sexualmente durante um ano. Mesmo com muitas dúvidas, ela havia decidido pelo aborto, mas desistiu após ouvir as batidas do coração de seu filho.

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Já se passaram 12 anos desde que eu fui estuprada. Estou finalmente pronta para quebrar o silêncio e contar minha história.

Por quase um ano eu fui mantida em cárcere privado e abusada. Quando finalmente consegui me libertar, eu estava grávida. Todos me pressionaram para que eu fizesse um aborto, e isto parecia o lógico à época. Eu desejaria o filho de um estuprador? E se o bebê ficasse parecido com ele? Eu iria querer uma lembrança diária do estupro que sofri vivendo comigo?

Por motivos médicos eu tenho problemas de memória, mas eu lembro do dia quando fui ao médico antes do aborto agendado. Lembro que eu rezava pedindo perdão e tinha esperanças de que eu estava tomando a decisão correta. Eu estava resolvida a passar por aquilo até que ouvi as batidas do coração de meu bebê. E então o técnico de ultrassom disse “Seu bebê parece estar bem”.

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Ele não disse “o bebê de meu estuprador”. E nem disse “um punhado de células”. Batidas de um coração. Uma criança. Meu bebê.

Meu bebê não era culpado de algo feito por meu estuprador, e ele não merecia morrer por isto. Matá-lo não mudaria coisa alguma do que havia acontecido. Ele era MEU filho! Eu não poderia prosseguir com o aborto.

Eu não tive onde morar por um tempo, mas ficar com meu filho foi a melhor decisão que já tomei em minha vida. E finalmente consegui um emprego e me dediquei a tentar uma promoção – coisa que eu jamais teria feito se não tivesse meu filho. Com o tempo, eu ganhei um aumento. Eu sou a primeira pessoa de ambos os lados de minha família a completar uma graduação.

Lembro perfeitamente do dia em que meu filho nasceu e como o segurei sem que nem acreditasse naquilo. Como alguém podia ser tão perfeito? Como eu podia amar alguém tão completamente? Eu estava maravilhada por cada parte dele. Meu maravilhoso menininho.

Hoje estou casada e tenho mais duas crianças, e estou para conseguir meu mestrado. E quanto ao meu filho, ele é incrível. Seu coração tem tanta compaixão. Aos 5 anos, ele iniciou uma coleta para a caridade, e seus esforços lhe valeram o reconhecimento do ator Patrick Dempsey. Ele é muito inteligente, tem um QI de 120. Ele foi selecionado para uma das principais escolas do país, pulou um ano e está em um programa para alunos super-dotados.

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Meu filho não age como o estuprador. Ele não se parece muito com ele. Ele não é uma lembrança diária do abuso que eu sofri. Ele é MEU filho, meu tesouro. No dia que eu ouvi a batida de seu coração foi quando me tornei pró-vida. Sem exceções!”

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São depoimentos como o de Sara  que nos preparam para dar uma resposta afirmativa pela vida humana mesmo em uma situação-limite como é o caso de uma gravidez em decorrência de um estupro.

A jovem mãe teve consciência de que seu filho não é culpado do crime de seu genitor e que não pode pagar com a vida por isto. Além da inocência da criança gerada através da violência, ela resolveu focar no que seu bebê realmente era: seu filho.

O amor é sempre a resposta.

Fonte: contra-o-aborto.blogspot.com.br

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Amor Mariano